Blog
Data: 01/09/2026
É difícil encontrar alguém que nunca tenha sentido aquela pressão nas têmporas, a sensação de cabeça pesada ou a dor latejante impossível de ignorar. Ou melhor, quase não existe pessoa que nunca tenha sentido dor de cabeça.
Para muitos, ela é uma visita ocasional e passageira. Para outros, é uma companheira indesejada que interfere no trabalho, nos relacionamentos, no sono e em praticamente tudo que envolve qualidade de vida.
O que poucas pessoas sabem é que a dor de cabeça (cefaleia) não é um diagnóstico, mas um sintoma. Existem diversos tipos catalogados pela medicina, cada um com causas, características e tratamentos distintos. Tratar todas as dores da mesma forma é um dos erros mais comuns e um dos que mais prejudica quem sofre com crises frequentes.
Entender o que está acontecendo no organismo durante uma crise é o primeiro passo para cuidar melhor de si mesmo, e é exatamente isso que vamos explorar a seguir.
O que acontece no cérebro durante uma dor de cabeça
Por muito tempo, acreditou-se que a dor de cabeça era causada pela dilatação ou contração dos vasos sanguíneos do cérebro. No entanto, o avanço da ciência revelou que a cefaléia é mais complexa do que uma simples dor.
O cérebro em si não sente dor, pois não possui receptores de dor. O que gera o incômodo é a ativação de estruturas ao redor do cérebro que são ricamente inervadas.
No caso da cefaleia tensional, por exemplo, o mecanismo principal envolve a contração prolongada dos músculos do couro cabeludo, pescoço e ombros, o que ativa os receptores de dor e gera aquela sensação de pressão ou aperto tão característica. Já na enxaqueca, o processo é mais abrangente, envolvendo o sistema nervoso central de forma mais profunda.

Nem toda dor de cabeça é igual, e tratá-las da mesma forma pode piorar tudo. Conhecer as diferenças entre os tipos mais comuns é essencial para identificar o que está causando a dor e buscar o tratamento adequado.
Cefaleia tensional
A cefaleia tensional é a mais comum de todas, afetando a maioria das pessoas em algum momento da vida.
Caracteriza-se por uma dor em pressão ou aperto, geralmente bilateral (dos dois lados da cabeça). Não costuma causar náusea, vômito ou sensibilidade à luz e ao som, e raramente impede as atividades do dia a dia, embora seja bastante incômoda.
Seus principais gatilhos são estresse, tensão muscular, má postura, privação de sono e desidratação.
Cefaleia em salvas
A cefaleia em salvas é menos comum, mas provoca dor intensa, frequentemente definida como lancinante. Recebe esse nome porque ocorre em ciclos (ou salvas) seguidos de períodos de alívio.
As crises são mais breves, mas extremamente intensas e restritas a um lado da cabeça. Podem vir acompanhadas de olhos avermelhados e lacrimejantes, podendo provocar sensibilidade à luz, ao som, além de náusea. Exige tratamento específico e acompanhamento neurológico.

É uma condição neurológica crônica e complexa, que merece tratamento específico e acompanhamento médico. A dor é tipicamente unilateral (de um lado só da cabeça), pulsátil e de intensidade moderada a intensa. Geralmente aparece acompanhada de náusea, vômito e sensibilidade intensa à luz e ao som.
Sem tratamento, a enxaqueca pode durar horas e, em muitos casos, é precedida pela aura: fenômenos visuais, sensitivos ou de linguagem que funcionam como um aviso de que a crise está chegando.
Cefaleia por uso excessivo de medicação
É um tipo de cefaleia que muita gente desconhece e que é causada pelo medicamento que deveria aliviar a dor.
Quando os medicamentos para aliviar a dor são usados com muita frequência e por períodos prolongados, pode ocorrer um ciclo de piora e aumento da frequência das cefaleias, fazendo com que a dor se torne crônica.
Cefaleias secundárias
As cefaleias secundárias são aquelas causadas por outra condição médica, como sinusite, hipertensão arterial, problemas na coluna cervical, distúrbios do sono ou infecções.
As causas e os gatilhos das dores de cabeça variam de pessoa para pessoa, e conhecê-los é uma ferramenta poderosa. Identificar padrões individuais pode ajudar a reconhecer quando é necessária uma avaliação médica, além de contribuir para o diagnóstico e orientar o tratamento.

Um aspecto que surpreende muita gente é que algumas dores de cabeça têm origem em desequilíbrios internos do organismo que aparecem em exames laboratoriais.
Alterações metabólicas, hormonais e nutricionais podem estar associadas a episódios de dor de cabeça em algumas pessoas e, dependendo da avaliação clínica, podem justificar uma investigação complementar.
Não existe um exame específico para diagnosticar a dor de cabeça em si, pois esse diagnóstico é essencialmente clínico. Mas quando o médico suspeita de uma causa subjacente, os exames laboratoriais podem contribuir para a investigação, conforme a avaliação médica.
E é nesse contexto que os exames laboratoriais podem contribuir.
O Laboratório Behring oferece um amplo portfólio de exames que auxilia médicos na investigação de diferentes condições de saúde, incluindo avaliações hormonais, nutricionais, metabólicas, alérgicas e intestinais, quando clinicamente indicadas.

O tratamento das dores de cabeça frequentes vai muito além do remédio. Mudanças de estilo de vida têm importante impacto na redução da frequência e da intensidade das crises:
Quando procurar ajuda?
Entre os principais sinais de alerta que exigem avaliação médica estão:
O diagnóstico correto é o ponto de partida para um tratamento eficaz. Cuidar da dor de cabeça com seriedade é cuidar da qualidade de vida em sentido amplo. Com acompanhamento médico, hábitos saudáveis e, quando indicada, uma investigação complementar adequada, é possível identificar fatores associados às crises e definir uma estratégia de cuidado.
O Laboratório Behring está ao seu lado oferecendo exames laboratoriais com qualidade e precisão para apoiar médicos e pacientes no cuidado com a saúde.
Prevenção começa com a informação, e informação de qualidade ajuda a fazer melhores escolhas para a saúde.
Av. Nove de Julho, 1451
(16) 3515-4500 • (16) 3516-4500
De segunda a sexta
das 6h às 18h30
Sábado, das 6h às 13h
Av. Nove de Julho, 1410
De segunda a sexta
das 7h às 11h / 13h às 16h
Sábado, das 7h às 11h
Av. Cel. Fernando F. Leite, 1540
Salas 24 e 25
De segunda a sexta
das 7h às 19h
Sábado, das 7h às 14h