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Data: 01/10/2026
Você acorda bem, segue sua rotina, trabalha, realiza suas atividades e não sente nenhuma dor ou desconforto. Diante desse cenário, é natural pensar: “Se não estou sentindo nada, minha saúde deve estar bem.”
Mas nem sempre é assim.
Algumas alterações no organismo podem se desenvolver de maneira silenciosa, sem provocar sintomas perceptíveis nas fases iniciais. Mudanças nos níveis de glicose, alterações da tireoide, deficiências nutricionais, alterações nos rins, por exemplo, podem passar despercebidas por algum tempo.
Por isso, cuidar da saúde não significa apenas procurar ajuda quando alguma coisa incomoda. Prevenção também é conhecer o próprio organismo, acompanhar mudanças ao longo do tempo e identificar precocemente alterações que merecem atenção. E, nesse processo, os exames laboratoriais são importantes aliados.
Para lembrar:
Sentir-se bem é importante. Mas cuidar da saúde também significa acompanhar aquilo que ainda não apresenta sintomas.
Dor, febre, cansaço, falta de ar e alterações no sono ou no apetite são exemplos de sinais que podem indicar que algo não vai bem. O desafio é que nem toda alteração no organismo provoca manifestações imediatas.
Algumas condições podem permanecer assintomáticas por períodos prolongados ou apresentar poucos sinais inicialmente. É justamente aí que a prevenção ganha importância.
O acompanhamento médico, os hábitos saudáveis, o conhecimento do histórico familiar e a realização de exames quando indicados ajudam a construir uma visão mais completa da saúde, mesmo quando aparentemente está tudo bem.

Não existe uma lista universal de exames que todas as pessoas devam realizar da mesma maneira ou com a mesma frequência. A necessidade depende de fatores individuais, como idade, sexo, histórico familiar, hábitos de vida, uso de medicamentos, sintomas, condições preexistentes e avaliação do profissional de saúde.
Alguns exames, entretanto, são frequentemente utilizados para fornecer informações importantes sobre diferentes aspectos do funcionamento do organismo.
Metabolismo da glicose
Exames: glicemia, insulina e hemoglobina glicada (HbA1C).
Ajudam a avaliar: alterações relacionadas aos níveis de glicose no sangue e a identificar alterações como resistência à insulina, pré-diabetes e diabetes mellitus, além de contribuírem para avaliação do risco metabólico.
Saúde cardiovascular
Exames: colesterol total, HDL, LDL e triglicérides, lipoproteína(a) ou Lp(a), proteína c-reativa ultrassensível (PUS).
Ajudam a avaliar: o perfil de gorduras no sangue e, em conjunto com outros fatores, o risco cardiovascular. A Lp(a) avalia este risco cardiovascular, especialmente em pessoas com histórico familiar de doença cardiovascular precoce ou níveis elevados de colesterol. A PUS pode complementar a avaliação do risco cardiovascular por estar relacionada à presença de inflamação de baixo grau.
Células do sangue
Exame: hemograma.
Ajuda a avaliar: informações sobre glóbulos vermelhos (anemia), glóbulos brancos (infecções e processos inflamatórios) e plaquetas (sangramentos e distúrbios da coagulação).
Reservas de ferro
Exames: ferritina, dosagem de ferro, transferrina, entre outros exames relacionados ao metabolismo do ferro, à produção de hemoglobina e ao transporte de oxigênio.
Ajudam a avaliar: os estoques de ferro e a investigação de anemia.
Tireoide
Exames: TSH, T4 e T4 livre (T4L).
Ajudam a avaliar: o funcionamento da tireoide, permitindo identificar alterações como hipotireoidismo e hipertireoidismo, e acompanhar o tratamento das disfunções tireoidianas.
Função renal
Exames: creatinina e ureia, assim como taxa de filtração glomerular (TFG).
Ajudam a avaliar: informações relacionadas ao funcionamento dos rins.
Função hepática
Exames: enzimas TGO, TGP, Gama GT, assim como eletroforese de proteínas, dosagem de albumina e outros exames laboratoriais.
Ajudam a avaliar: informações relacionadas ao funcionamento do fígado.
Vitaminas e nutrientes
Exames: exames específicos (conforme indicação).
Ajudam a avaliar: possíveis deficiências ou alterações nutricionais.
Importante!
Fazer mais exames não significa necessariamente cuidar melhor da saúde. O mais importante é realizar os exames adequados para cada pessoa, no momento indicado, e interpretar os resultados dentro do contexto clínico. Além disso, a indicação e a interpretação dos exames devem ser individualizadas e realizadas por um profissional de saúde.

Existe outro aspecto da prevenção que muitas vezes é negligenciado: acompanhar a evolução dos resultados ao longo do tempo.
Um exame laboratorial não deve ser visto apenas como uma busca por doenças. É muito mais do que isso. Ele fornece informações sobre mudanças em diferentes funções do organismo ao longo do tempo.
Mesmo na ausência de sintomas evidentes, essas mudanças podem trazer informações relevantes e ser acompanhadas por meio de exames preventivos. Por isso, manter uma rotina de acompanhamento e o histórico dos exames contribui para uma avaliação mais individualizada da saúde.
Outubro Rosa: prevenção também significa cuidar antes dos sintomas
A campanha Outubro Rosa reforça a conscientização sobre o câncer de mama e a importância do rastreamento adequado e do diagnóstico precoce.
Existe uma mensagem do Outubro Rosa que pode ser levada para todos os meses do ano: não é preciso esperar que os sintomas apareçam para cuidar da saúde. No caso do câncer de mama, é importante seguir as recomendações de rastreamento adequadas à idade e ao risco individual, além de procurar avaliação médica sempre que houver alguma alteração nas mamas.
Os exames laboratoriais não substituem a avaliação clínica e os exames de imagem, como a mamografia. Mas o Outubro Rosa também nos lembra que o cuidado integral com a saúde da mulher faz parte da prevenção.
A resposta varia de pessoa para pessoa.
A frequência e os tipos de exames necessários dependem de diversos fatores. Uma pessoa jovem e saudável, sem fatores de risco, pode ter necessidades diferentes das de alguém com histórico familiar de determinadas doenças ou que já acompanha uma condição crônica.
Assim, para determinar os exames preventivos adequados, é necessário considerar alguns pontos:
A prevenção funciona melhor quando é individualizada.

Os exames são aliados importantes, mas representam apenas uma parte do cuidado preventivo.
Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, cuidar do sono, manter a vacinação em dia, controlar o estresse, evitar o tabagismo, moderar o consumo de bebidas alcoólicas e realizar o acompanhamento de saúde recomendado para cada fase da vida são atitudes que se complementam.
Também é importante conhecer o próprio corpo e perceber mudanças. Se algo parece diferente, persiste ou causa preocupação, não é necessário esperar pelo próximo exame de rotina para procurar orientação.
Lembre-se sempre: a saúde não se mede apenas pela ausência de sintomas, e cuidar dela não deve começar apenas quando surgem sinais. Saúde também se constrói com informação, acompanhamento e escolhas feitas todos os dias.
Laboratório Behring
Prevenção é Saúde.
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